São Tomé e Príncipe: Congresso Extraordinário do MLSTP/PSD com data marcada
São Tomé – O Congresso Extraordinário do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) foi marcado para 9 de Junho. A decisão foi tomada no último Conselho Nacional, realizado este sábado, 14 de Abril.
Um comunicado distribuído à imprensa diz ainda que aquele órgão aprovou «as linhas gerais de estratégia de construção de uma nova liderança consensual e capaz, que sirva os interesses do MLSTP/PSD, que seja congregadora de várias sensibilidades numa perspectiva da Unidade na Diversidade.»
Parece ser opinião corrente, que é necessário trabalhar-se para que, de preferência, haja só uma candidatura no Congresso, apurou a PNN.
Entretanto, a Comissão Organizadora do Congresso deverá apresentar uma proposta de revisão dos Estatutos do Partido, bem como a do Código de Ética e de Conduta e de Regulamento Interno do Congresso, na próxima reunião, marcada para 19 de Maio.
O Conselho Nacional recomendou também que as bases do partido sejam devidamente informadas de todo o processo e encorajou o presidente do Partido, Aurélio Martins, a «usar a sua magistratura de influência para que todas as tarefas programadas sejam coroadas de êxito».
Aurélio Martins, eleito em Janeiro de 2011 para reorganizar o partido, já anunciou que não será candidato a sua própria sucessão.
A principal força da oposição está mergulhada numa crise, que se aprofundou durante a campanha para as eleições legislativas em 2010 e contribuiu para a sua derrota. Prolongou-se no período que antecedeu as presidenciais de 2011.
As contradições entre as diversas facções têm impedido o partido de se concentrar em questões essenciais e construir uma alternativa sólida.
De acordo com uma voz autorizada dos sociais-democratas, o país «precisa de uma oposição que se sinta presente para corrigir os impactos das ilusões que vêm sendo lançadas para o consumo das pessoas».
Por outro lado, a situação na Guiné-Bissau foi analisada pelo Conselho Nacional do MLSTP/PSD. Na “moção de solidariedade” divulgada, o órgão condena e repudia com firmeza os actos perpetrados contra o regime constitucionalmente instituído.
«Repudia, de igual modo, a situação de instabilidade criada e manifesta a sua solidariedade ao povo guineense e apela pelo respeito da vida humana».
O apelo estende-se à Comunidade Internacional no sentido de «conjugar esforços e agir com firmeza na reposição da ordem democrática e constitucional».
(c) PNN Portuguese News Network
2012-04-16 11:55:10
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