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«Unidade, Disciplina e Trabalho»

São Tomé e Príncipe: PR discursa nas celebrações da Independência

São Tomé – O Presidente da República distanciou-se das polémicas que agitaram o país nos últimos dias, tendo discursado na celebração do 37º aniversário da Independência.

«O 12 de Julho é o dia de todos os santomenses, dos santomenses que se encontram no país e das comunidades espalhadas por esse mundo fora», referiu Manuel Pinto da Costa, no acto central que marcou o 37.º aniversário da Independência.

«É ocasião para falar do que nos pode unir e não naquilo que nos separa porque a situação que o país atravessa exige, mais do que nunca, união de esforços e, como se pode ler no brasão de armas do nosso país, Unidade, Disciplina e Trabalho», argumentou o Chefe de Estado.

O Presidente não deixou de falar da realidade do país, caracterizada pela «pobreza extrema em que vive mais de metade da população. O desânimo dos jovens que não conseguem emprego. O drama da falta de cuidados de saúde de qualidade. As dificuldades da classe média. O aumento do custo de vida. Os reflexos da crise económica no tecido empresarial do país», sublinhou.

«Às dificuldades estruturais do país juntou-se, nos últimos tempos, uma conjuntura económica internacional extremamente desfavorável que há que ter em conta», acrescentou Manuel Pinto da Costa.

Em contrapartida, a localização do país é «excepcional». Numa zona geoestratégica que é o Golfo da Guiné cuja importância é cada vez maior e com um mercado ao nosso alcance de 300 milhões de pessoas.

«Temos um regime estabilizado e amadurecido. Somos um povo pacífico que sabe receber quem nos visita. Temos condições naturais únicas que nos permitem ser conhecidos como as ilhas maravilhosas. Temos uma coesão social digna de registo apesar das desigualdades que ainda persistem. Temos baixos índices de criminalidade violenta. Temos uma taxa de alfabetização e de escolarização básica que nos coloca nos primeiros lugares no ranking do continente africano», salientou.

«Fizemos progressos notórios no domínio da Saúde, como por exemplo, no combate ao paludismo e na redução da taxa de mortalidade infantil, onde estamos entre os 20 primeiros de África e no âmbito da CPLP só temos à nossa frente Portugal e o Brasil», referiu ainda Pinto da Costa.

Por isso, «torna-se um imperativo nacional a concentração de esforços entre todos para que possamos ser capazes de construir um caminho de desenvolvimento».

«No actual grau de desenvolvimento e com a sua dependência em relação ao exterior, a imagem de São Tomé e Príncipe é um bem que temos que saber exportar e que está permanentemente ao nosso alcance potenciar», alertou.

O chefe de Estado pensa igualmente que «a nossa imagem, como país, é nos dias de hoje, uma alavanca fundamental para o desenvolvimento. É fulcral para atrair investimento privado essencial para o nosso crescimento económico. É também indispensável para mantermos as ajudas internacionais indispensáveis no nosso grau de desenvolvimento».

«Não tenhamos dúvidas, tudo o que aqui se passa, no nosso país, é escrutinado quase instantaneamente em qualquer latitude, em tempo real, e este é um elemento que deve estar na primeira linha das nossas preocupações», insistiu.

Também está convicto de que «a abertura ao mundo, numa permanente preocupação de gerar pontes com o exterior, é (…) um pilar estratégico fundamental no caminho para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe».

Manuel Pinto da Costa considera que o factor exemplo é fundamental, assim como o sentido de responsabilidade: «Uma mudança de comportamentos que assente no exemplo de cima para baixo, a partir do ângulo superior da pirâmide em que assenta a nossa estrutura social».

«É preciso que seja criado um clima de responsabilidade para que quem executa assuma permanentemente a responsabilidade pelas suas opções que deverão ser devidamente fundamentadas e explicadas com transparência. É preciso que quem critica o faça com responsabilidade e sentido de Estado, tendo sempre presentes os objectivos nacionais», referiu.

«São Tomé e Príncipe, apesar da sua pequenez territorial, tem condições únicas, que não podemos desperdiçar em querelas inúteis, para se tornar num modelo de desenvolvimento na sub-região em que está inserido e dessa forma conquistar um lugar ímpar no seio da comunidade internacional», concluiu o Chefe de Estado.

Manuel Pinto da Costa terminou a sua alocução, citando a poetisa Conceição Lima:

«Brincámos, descalços, na orla das praias por ela sonhadas, navegámos a largueza do poema. Moldámos concretas utopias, no âmago da praça plantámos a raiz do verso. Saibamos dar as mãos…».

O acto central foi ainda marcado pela intervenção do Presidente da Câmara de Água Grande, Ekeneide dos Santos, desfile de grupos culturais reveladores da rica diversidade das origens e das Forças Armadas e de Segurança.

É o primeiro 12 de Julho presidido por Pinto da Costa, após a sua eleição e tomada de posse em Setembro de 2011.

As celebrações iniciaram-se há cerca de uma semana com um conjunto de actividades, com destaque para a Chama da Pátria que percorreu todo o território nacional, antes de ser acesa na Praça da Independência à meia-noite, que foi depois adornada com fogo-de-artifício.

Um festival musical reuniu artistas santomenses e angolanos.

Artistas plásticos andaram a «Pintar a Independência» nas imediações do Palácio do Povo. Os quadros vão ser leiloados esta sexta-feira para a aquisição de fundos que a Presidência pretende reunir para apoiar creches e jardins infantis. Com o mesmo objectivo foi editado um CD com músicas dos anos 50 a 80.

O Governo e a edilidade multiplicaram-se em inaugurações. Apesar da tensão que se instalou entre o Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, e os partidos políticos da oposição, o clima é de festa e de tranquilidade.

(c) PNN Portuguese News Network

2012-07-13 12:07:11

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ANCA  2012-07-14 02:25:49
Ontem, celebramos o 12 de Julho de 2012, 37º aniversário de Independência.

Embora o termo Independência por si só, esteja descontextualizado, uma vez que no presente contexto mundial, de concerto enter nações, nenhum País(Território; Mar, População), aspira ser independente,(por mais riqueza naturais e intelectual que possua), sem antes ser inter-dependente, pois que vivemos numa aldeia Global.

O paradigma, deve ser alterado, faz sentido hoje falar mais de inter-dependência do que Independência, pois que um acontecimentos, factos nacionais, que acontecem no País, a nível social, cultural, desportivo, político, ambiental, económico e financeiro, têm influência/conseguências a nível local, regional e global, bem como, acontecimento, factos internacionais, que acontecem noutros países e regiões, têm influência/consequências, aqui no País( Território; Mar; População).

Temos como exemplo, temos o contexto e conjuntura de crise económica e financeira mundial, que tem reflexo, influência/consequências na nossa economia, na nossa sociedade, comunidade, em suma na gestão do nosso País.

A questão, da fome, da miséria, pobreza extrema, está inter-ligada, a questão do modo de ser, estar e pensar, duma comunidade, dum povo, questões de ordem culturais,organizacionais, educacionais e de formação.

Neste sentido, a formação do carácter, dos individuos que formam uma comunidade/sociedade/País, bem como daqueles que assumem a responsabilidade, na gestão da comunidade/sociedade/País, é fundamental para a inversão da fome, da miséria, da pobreza extrema, bem como, na promoção do crescimento e desenvolviemnto sustentável.

O carácter de cada um dos indivíduos, que constituem uma sociedade/comunidade/país é moldado, desde muito cedo, pelo o ambiente social, berço onde nasce, cresce e desenvolve, pelo meio ou envolvente social, cultural, onde convive, interage com outros, seus iguais, e pela aprendizagem e ou formação.

Nesta acepção, a questão da fome, da miséria, da pobreza extrema, do subdesenvolvimneto, poderá estar, no como inverter, o modo de pensar, ser, estar, desde de a infância, no processo da adoleslência, na educação e formação, organizacional, de cada um dos nossos cidadãos, para obtermos, cidadãos e líderes, capazes de compreender a dinámica social, cultural, educacional, organizacional e de formação, que nos envolve, capaz de apreceberem a realidade, que nos envolve, tanto interna como externamente.

Como País(Território; Mar; População) como sociedade, como comunidade Santomense, como cidadãos SãoTomenses, temos um longo caminho a percorrer, na educação dos nossos filhos, dos nossos concidadãos, a nível dos processos de sociabilização cultural infância, na adolescência, na educação/formação de qualidade, questões da deontologias organizacional e planeamento, educação/formação/sensibilização para questões ligadas á fome, á miséria, á pobreza exterma, a questão do crescimento/desenvolvimento a nível social, cultural, desportivo, político, ambiental, economico e financeiro.

Esta é e deve ser antes de mais resposabilidade, de todos os agentes políticos/privados, das instituições, das famílias, da sociedade civil organizada, dos cidadãos Sãotomenses, dos nossos pareciros de cooperação, para obtermos no futuro uma sociedade, um País(Território; Mar; População), justo, livre, honesto, transparente e desenvolvido, sustentável à todos os níveis, referidos anteriormente, no concerto das nações, de modo a fomentar e desenvolver a inter-dependência, pois que vivemos hoje em comunidades/sociedades cada vez mais, inter-ligadas a nível local, regional e global.

Bem haja

Os lideres, que escolhemos, são productos dos meios, onde vivem e convivem.

Diz-me com quem andas, dirte-ei quem és.

Diz-me o que ensinaram-te, o que apreendeste nos teus primeiros anos de vida, na tua adolescência, na tua educação/formação, dirte-ei sobre o teu carácter, sobra a tua personalidade, o teu modo de pensar, ser, estar.


Pratiquemos o bem

Pois o bem

Fica-nos bem

Deus abençõe São Tomé e Príncipe


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