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| Fim do ciclo da cana-do-açúcar |
| São Tomé e Príncipe celebra aniversário da morte do Rei Amador |
| 2010-01-06 16:13:10 |
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| São Tomé - Foi celebrado na Praça da Cultura, esta segunda-feira, o aniversário da morte do auto-proclamado Rei dos Escravos, Amador Viera. |
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O Rei Amador foi uma grande figura do tempo colonial na ilha de São Tomé, que desde muito cedo começou a tomar a consciência dos momentos difíceis a que os negros eram sujeitos, no ciclo da cana-de-açúcar.
Depois de amadurecer a ideia, o Rei Amador fugiu para o mato e organizou uma luta contra a escravatura, que conseguiu reunir a maioria dos escravos. Imediatamente avançou para a destruição total dos engenhos relacionados com a cultura da cana-de-açúcar, levando o país, maior produtor na altura. Os produtores entraram em falência e trocaram, em seguida, o arquipélago santomense pelo Brasil.
Amador, depois de ter conseguido o sucesso progressivo da luta tornou-se uma ameaça ao governo colonial, pois com a sua popularidade de líder, conquistou quase toda a ilha, ficando os colonos com o controlo apenas da cidade.
Na actual cidade da Trindade, capital do distrito de Mazóxi, o Rei Amador apareceu na igreja local em plena missa com os seus homens e fez questão de beber na taça que o padre usava na celebração. O padre duvidou da força de Amador Vieira, e acabou por ser morto.
A directora-geral da Cultura, Nazaré Ceita, disse que esta iniciativa visa mudar o comportamento da camada jovem no sentido de conhecer e divulgar a história. «O Rei Amador não é uma história fictícia e consta no relato da história portuguesa, como sendo um homem forte, assumindo categoricamente e energicamente a liderança de São Tomé e Príncipe, onde conseguiu impor o respeito pelo colonialismo português mas alertando para o facto de que os escravos eram também seres humanos», afirmou a responsável pela Cultura santomense.
Para o ministro da Educação e Cultura, Jorge Bom Jesus, o papel desempenhado pelo Rei Amador é um símbolo de resistência que merece uma especial atenção nas escolas. «Hoje é um dia histórico para a nossa população homenagear o primeiro e único rei na história de São Tomé e Príncipe. De tal maneira, que o Ministério aposta nesta cerimónia pela quinta vez, para chamar a atenção para este grande líder que acabou com o ciclo de cana-de-açúcar no país e obrigou os colonos a apostarem na monocultura do cacau», disse Jorge Bom Jesus.
IM |
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