Últimas Notícias Notícias por Data Fotojornalismo Directório Opiniões
   
NOTÍCIAS
Sociedade
Economia
Política
Turismo
Cultura & Media
Internacional
 
TELEVISÃO
People TV
 
O PORTAL
Editorial
Contactos
Ficha Técnica
Direitos Autorais
Publicidade
Banners
LINKS ÚTEIS
Jornal Digital
Rádio Nacional
Téla Nón
VOA News
RFI
CST
Timor Digital
 Jornal.st / noticias Quarta Feira, 08.09.2010
Sociedade
Outras
Brasil propõe ligação por satélite entre escolas de países africanos de língua portuguesa
ONG são-tomense de apoio a crianças carenciadas recebeu donativos
Capital são-tomense recebe conferência de ministros da Educação
Taiwan apoia São Tomé e Príncipe no combate a doenças
Um barril de pólvora chamado São Tomé e Príncipe
Médicos de São Tomé e Príncipe ameaçam fazer greve em Março
Autoridades são-tomenses previnem-se contra gripe das aves
Fim do ciclo da cana-do-açúcar
São Tomé e Príncipe celebra aniversário da morte do Rei Amador
2010-01-06 16:13:10
São Tomé - Foi celebrado na Praça da Cultura, esta segunda-feira, o aniversário da morte do auto-proclamado Rei dos Escravos, Amador Viera.
O Rei Amador foi uma grande figura do tempo colonial na ilha de São Tomé, que desde muito cedo começou a tomar a consciência dos momentos difíceis a que os negros eram sujeitos, no ciclo da cana-de-açúcar.

Depois de amadurecer a ideia, o Rei Amador fugiu para o mato e organizou uma luta contra a escravatura, que conseguiu reunir a maioria dos escravos. Imediatamente avançou para a destruição total dos engenhos relacionados com a cultura da cana-de-açúcar, levando o país, maior produtor na altura. Os produtores entraram em falência e trocaram, em seguida, o arquipélago santomense pelo Brasil.

Amador, depois de ter conseguido o sucesso progressivo da luta tornou-se uma ameaça ao governo colonial, pois com a sua popularidade de líder, conquistou quase toda a ilha, ficando os colonos com o controlo apenas da cidade.

Na actual cidade da Trindade, capital do distrito de Mazóxi, o Rei Amador apareceu na igreja local em plena missa com os seus homens e fez questão de beber na taça que o padre usava na celebração. O padre duvidou da força de Amador Vieira, e acabou por ser morto.

A directora-geral da Cultura, Nazaré Ceita, disse que esta iniciativa visa mudar o comportamento da camada jovem no sentido de conhecer e divulgar a história. «O Rei Amador não é uma história fictícia e consta no relato da história portuguesa, como sendo um homem forte, assumindo categoricamente e energicamente a liderança de São Tomé e Príncipe, onde conseguiu impor o respeito pelo colonialismo português mas alertando para o facto de que os escravos eram também seres humanos», afirmou a responsável pela Cultura santomense.

Para o ministro da Educação e Cultura, Jorge Bom Jesus, o papel desempenhado pelo Rei Amador é um símbolo de resistência que merece uma especial atenção nas escolas. «Hoje é um dia histórico para a nossa população homenagear o primeiro e único rei na história de São Tomé e Príncipe. De tal maneira, que o Ministério aposta nesta cerimónia pela quinta vez, para chamar a atenção para este grande líder que acabou com o ciclo de cana-de-açúcar no país e obrigou os colonos a apostarem na monocultura do cacau», disse Jorge Bom Jesus.

IM
(c) PNN Portuguese News Network
Envie esta notícia a um amigo  Imprimir esta notícia