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| São Tomé e Príncipe: Presidente do Parlamento responde às acusações de Fradique de Menezes |
| 2010-01-12 15:51:15 |
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| São Tomé - O presidente do Parlamento santomense, Francisco Silva, respondeu na tarde de segunda-feira, à acusação do Presidente da República, Fradique de Menezes, feita durante a passagem de ano. |
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Em causa está a subida de Fradique de Menezes à presidência do MDFM, considerada inconstitucional pelo partido PCD.O Presidente, durante a sua mensagem de ano novo, teceu duras críticas a membros do PCD, nomeadamente, Francisco Silva (na foto), Albertino Bragança, Cosme Rita e Delfim Neves, que alega terem-no acompanhado no mandato da coligação MDFM/PCD. Fradique de Menezes alega que estes membros foram condiscípulos da mudança e que hoje são inimigos, chamando-os desonestos.
«Quando vinham para a Quinta da Favorita reunir com MDFM e era eu quem financiava e presidia a reunião não era nada inconstitucional; quando compraram os deputados do partido ADI para votarem a favor deles na Assembleia e depois trouxeram esses deputados para eu lhes pagar, não era inconstitucional; hoje como sou presidente do MDFM é inconstitucional…», argumentou Fradique de Menezes.
O Presidente da Assembleia Nacional em conferência de imprensa, alegou que o Presidente da República não foi contestado na altura do início da coligação MDFM/PCD, porque não era o presidente do partido mas sim, o antigo Secretário-geral e primeiro-ministro, Tomé Vera Cruz.
«Nunca fui ter como o senhor Presidente para comprar os deputados do ADI ou solicitar pagamentos aos mesmo e rejeito essas acusações porque tenho nome, sou uma personalidade e conheço muito bem os meus direitos e deveres em São Tomé e Príncipe. O chefe de Estado tem de fazer um esforço para separar as águas e ter muito cuidado na função de Presidente de todos os santomenses», afirmou o presidente do Parlamento, Francisco Silva.
«Fiquei muito triste ao saber que o Presidente Fradique de Menezes assumiu o papel de Presidente e do MDFM, falando para o povo numa mensagem de fim de ano, para uma população que o elegeu com 60 por cento de votos», disse Francisco Silva.
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