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Igreja Católica
São Tomé e Príncipe: Vigília relembra o massacre colonial de 1953
2010-02-04 17:22:45
São Tomé - Para relembrar os 57 anos do massacre de Batepá em 1953, a Igreja Católica realizou uma vigília na noite de terça-feira, frente à Sé Catedral.
A Diocese Santomense, que convocou a todos os presentes que vestissem uma camisola branca, foi aceite pelos fiéis que rezaram desde vinte horas, e culminou com uma missa cantada, sob o tema «Igreja ao serviço da Reconciliação da Justiça e da Paz em São Tomé e Príncipe». A vigília serviu para homenagear, principalmente, os milhares de nativos que morreram neste arquipélago, por terem recusado assinar contrato para trabalhare nas antigas roças coloniais.

Esta vigília foi aberta pelo Bispo da Diocese D. Manuel António, perante o primeiro-ministro, Joaquim Rafael Branco. Durante a cerimónia de abertura o Bispo defendeu o valor do referido tema, alegando que «a justiça se constrói no respeito de uns para com os outros»

«A justiça passa por nos ajudarmos mutuamente, por uma vida digna, por dizer uns aos outros que acreditamos, que podemos construir uma sociedade melhor em São Tomé e Príncipe. Para isto temos que respeitar o próximo e respeitar a dignidade das mulheres», o chefe da Diocese Santomense, D. Manuel António.

Em resposta, o primeiro-ministro, reconheceu que foi uma boa iniciativa da Igreja Católica a de juntar os seus fiéis à volta de um grande interessante para a vida do país, para falar de reconciliação, paz e Justiça, assuntos que merecem uma particular atenção da população de São Tomé e Príncipe.

«Foi um bom tema a questão da reconciliação, da paz e da Justiça na terra que nos viu a nascer e é absolutamente necessário para São Tomé e Príncipe, pois nós precisamos de paz e estabilidade e reconciliação entre os santomenses. Não é possível a paz ou reconciliação se não haver Justiça, que é um objectivo difícil de atingir num país pobre, com tantas desigualdades e poucas oportunidades, Temos que apostar na reconciliação de uma forma progressiva para fazer justiça e dando a cada um aquilo que merece num espírito de muita responsabilidade e de muito trabalho porque está claro que trabalho sem responsabilidade não cria as condições para de fazer a Justiça que o povo merece», disse o chefe do Executivo santomense, Rafael Branco.

O dia 3 de Fevereiro é consagrado feriado nacional em São Tomé e Príncipe em honra dos mártires da liberdade. Normalmente, o acto central das cerimónias tem lugar na zona norte do país, em Fernão Dias à beira-mar, porque foi o local onde houve o massacre da população de São Tomé pelo colonialismo português, em 1953.

IM
(c) PNN Portuguese News Network
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