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| São Tomé e Príncipe: Crianças manifestam-se a favor da protecção do ambiente |
| 2010-03-04 16:38:53 |
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| São Tomé - Um grupo de alunos das escolas primárias invadiram as ruas da capital santomense para exigir o fim do corte de árvores e a extracção abusiva de areia. |
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Segundo disse o porta-voz dos manifestantes, João Manuel, da escola primária Dona Maria de Jesus, à PNN, existe um abuso ilícito no corte de árvores, que está a devastar a floresta. As crianças instam os adultos a tomar uma atitude quanto antes.
«Condenamos hoje com os nossos gritos e cartazes, porque os madeireiros nem sequer planatm árvores, sem falar das extracções de areias por todo o país, que tem sido problemática na protecção do meio ambiente em São Tomé e Príncipe», afirmou João Manuel.
Esta iniciativa, reuniu as crianças de todas as escolas primárias de São Tomé e Príncipe, no Centro de Estágio da Federação Santomense de Futebol, durante dois dias numa oficina ambiental, onde tomaram consciência da necessidade de defesa e da protecção do meio ambiente.
A oficina ambiental visou também a preparação de seis pessoas para participar numa cimeira infantil no Brasil, de 5 a 10 de Junho. Cada país deve fazer-se representar com 12 crianças no máximo. No caso particular de São Tomé e Príncipe, e outros países pobres, o Brasil patrocina a ida de quatro crianças.
Para a preparação da Conferência Internacional Infanto-juvenil que se avizinha para o Brasil, está na capital de São Tomé, a representante do Ministério da Educação do Brasil, Neusa Helena Barbosa, que orientou a oficina dos mais pequenos.
«O Brasil já fez três conferências nacionais com objectivo das escolas terem educação ambiental, onde as crianças possam estudar as alterações climáticas para saberem que podem tomar atitudes e adquirir hábitos de valorização para contrapor a realidade vigente do aquecimento global», disse Neusa Barbosa.
Esta pretensão ambiental é uma aposta do Brasil para atingir um bom resultado através das escolas e fazer uma grande campanha com 57 países que vão participar no evento. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está apoiar os países de língua oficial portuguesa na primeira Conferência Infanto-juvenil. Os delegados a esta conferência são quatro
Para o presidente da comissão organizadora, Felisberto Viegas, as crianças são uma força que incentiva a responsabilidade de passarem as mensagens que aprendem, para defenderem o seu futuro. «As crianças estão empenhadas na protecção da natureza e esta marcha é o resultado desta vontade infantil.
Os dois dias não foram suficientes para elas, segundo o dinamismo mostrado. Vamos sensibilizar todos os distritos na defesa do nosso país, para evitarmos o abate indiscriminado de árvores e diminuir a destruição das nossas zonas costeiras. Em Junho vamos para Brasília com uma proposta concreta», acrescentou o presidente da comissão organizadora.
IM |
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